A onda de golpes digitais voltou a crescer em João Pessoa e, desta vez, atingiu uma figura bastante conhecida da sociedade paraibana. A empresária Afra Soares teve o WhatsApp clonado e, a partir do número dela, criminosos passaram a enviar mensagens para contatos pedindo transferências via Pix sob o pretexto de um suposto evento beneficente.
A abordagem segue um roteiro já conhecido: os golpistas se aproveitam da credibilidade da vítima, utilizam uma linguagem informal e apelam para causas sensíveis, como ajuda a crianças ou instituições sociais. No caso de Afra, as mensagens citavam um evento solidário e pediam pequenas contribuições, o que aumenta a chance de adesão sem desconfiança imediata.
Diante da situação, a empresária usou as redes sociais para alertar amigos e seguidores de que não estava solicitando qualquer tipo de doação. O aviso foi essencial para conter o avanço do golpe, que já havia sido disparado para diversos contatos.
O mecanismo é simples e eficiente: ao clonar o WhatsApp, os criminosos passam a ter acesso à lista de contatos da vítima e utilizam o próprio número, o que confere aparência de legitimidade à conversa. Muitas vezes, a vítima só percebe quando já há tentativas em andamento.
Mas Afra não foi a única. Também nesta semana, o advogado Marcos Pires, outro nome conhecido na cidade, denunciou um golpe envolvendo seu escritório. Segundo ele, criminosos estariam utilizando dados reais de processos para se passar por clientes e tentar aplicar fraudes, o que indica um nível maior de sofisticação e acesso a informações.
Os casos reforçam um alerta que já virou rotina: todo cuidado é pouco. Especialistas recomendam desconfiar de qualquer pedido de dinheiro, mesmo que venha de contatos conhecidos, e sempre confirmar por outro meio antes de realizar transferências. Em tempos de engenharia social cada vez mais refinada, a prevenção ainda é a melhor defesa.