A eliminação do Campeonato Paraibano de 2025 ainda ecoa nos corredores do Almeidão. Três dias após o empate em casa com o Sousa, que decretou a perda do título estadual, o Botafogo Futebol Clube anunciou, nesta quarta-feira (2), a demissão do técnico João Burse. A decisão marca o início de uma reformulação interna e deixa claro: no novo modelo de gestão do clube, fracassos não passam impunes.
A derrota no Marizão e o empate no Almeidão selaram um desfecho amargo para o Belo, que tinha elenco, torcida e orçamento para ser campeão. Deixou escapar, em seus domínios, um troféu que parecia ao alcance. E sob os olhos atentos da SAF, a Sociedade Anônima do Futebol que hoje comanda o clube.
A dispensa de Burse — embora sem justificativas públicas detalhadas — é diretamente relacionada ao desempenho na final. O CEO Alexandre Gallo, ex-treinador e figura respeitada nacionalmente no futebol, já havia deixado claro, logo após o jogo, que mudanças viriam. E vieram rápido.
Gallo, que assumiu o projeto do Botafogo-PB com o discurso de profissionalização e ambição, não esconde o seu objetivo: conquistar a Série C do Campeonato Brasileiro e garantir o acesso à Série B ainda este ano. “O objetivo é ser campeão da Série C”, declarou ele ao Norte Online. Uma meta ousada, sim, mas que, se concretizada, marcaria um novo capítulo na história do clube.
Nos bastidores, a busca por um novo comandante já começou. E a reformulação não deve parar por aí: mais nomes do elenco atual devem ser desligados nos próximos dias. A palavra de ordem agora é recomeçar — mas com pressa. A Série C está prestes a começar e o Botafogo, com a pressão de um projeto SAF, não pode mais errar.
A torcida, que já começa a digerir o gosto amargo da perda estadual, agora observa com expectativa (e desconfiança) os próximos passos da diretoria. Afinal, prometer subir é fácil.