Após mais de uma década no poder, Nicolás Maduro e seu círculo mais próximo acumularam cerca de US$ 3,8 bilhões em bens espalhados pelo mundo, segundo organizações de combate à corrupção da Venezuela. O montante envolve imóveis de alto padrão, jatos, iates, carros de luxo, joias e aplicações financeiras, em sua maioria ligados a esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Depois da captura de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, em Nova York, no início de janeiro, vários países passaram a bloquear seus ativos. A Suíça anunciou o congelamento imediato de eventuais bens no país, medida que se somou a ações já tomadas pelos Estados Unidos meses antes.
Um relatório da Transparência Venezuela aponta que o ditador teria ao menos 745 bens não identificados em cerca de 20 países, avaliados em US$ 3,5 bilhões, além de centenas de milhões em dinheiro localizados na Europa. Segundo a entidade, os números são conservadores, já que muitas investigações ainda estão em andamento.
Os Estados Unidos já haviam confiscado centenas de milhões em ativos ligados a Maduro, incluindo mansões, jatos, veículos e propriedades de luxo na Flórida e no Caribe, numa ofensiva para atingir financeiramente o núcleo do regime venezuelano.

