O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, avisou a lideranças do Centrão que não pretende apoiar a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, a partir de 2027.
O candidato diz que terá maioria no Senado e na Câmara para escolher os presidentes das duas Casas e fala em mudar composição das instituições.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje, com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição”, declarou.
A declaração abre espaço para uma disputa pela sucessão dos atuais presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ambos almejam a reeleição.
Em discurso em Goiás, o candidato celebrou a nova composição do Congresso, que ampliou a presença da direita no Legislativo.
A postura também sinaliza que um eventual governo Flávio pretende estabelecer uma relação institucional com o Legislativo baseada em negociações políticas, mas sem abrir mão de suas próprias escolhas para a condução da Câmara e do Senado.
O recado foi dado durante as negociações que resultaram na aproximação de União Brasil, PP e Republicanos com a candidatura do PL no segundo turno.
Flávio tratou do assunto em conversas diretas e indiretas com os presidentes das legendas.
Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, chegou a admitir a dificuldade de construir uma solução favorável a Hugo Motta. (Com informações da CNN e Poder 360).

