O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente, nesta quinta-feira (11/9), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que formou maioria pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete réus na trama golpista de 2022.
Em postagem no X (antigo Twitter), o filho mais velho de Bolsonaro mirou na ministra Cármen Lúcia, cujo voto consolidou o placar de 4 a 1 pela condenação:
“Carmem Lúcia não individualiza uma única conduta de ninguém, não cita uma prova de absolutamente nada. Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa. Discurso virou prova de premeditação. Narrativas viraram fundamento jurídico”, escreveu.
O voto da ministra
A manifestação de Cármen Lúcia foi apresentada um dia após a longa fala do ministro Luiz Fux, que divergiu dos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Fux defendeu a absolvição da maior parte dos acusados, mas foi voto vencido. Com Cármen Lúcia acompanhando o relator, Alexandre de Moraes, a maioria do colegiado se formou pela condenação.
Os crimes em julgamento
Os réus — entre eles Jair Bolsonaro — foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União;
- Deterioração de patrimônio tombado.
Reação política
A crítica de Flávio expõe a estratégia da família Bolsonaro de deslegitimar os fundamentos jurídicos usados no julgamento. Enquanto o STF avança para definir as penas, os filhos do ex-presidente ampliam o discurso político contra a Corte e reforçam a narrativa de perseguição.

