O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) decidiu, na noite desta quarta-feira (13), cassar por unanimidade o registro profissional do médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado a mais de 22 anos de prisão por estupro de vulnerável. Preso, ele compareceu ao julgamento no conselho usando cadeira de rodas e muletas. A decisão ainda pode ser contestada no Conselho Federal de Medicina (CFM).
Na esfera judicial, Fernando Cunha Lima foi sentenciado pela 4ª Vara Criminal de João Pessoa a 22 anos, 5 meses e 2 dias de reclusão, em regime fechado, por abusar sexualmente de duas vítimas, segundo denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Além da prisão, foi condenado a pagar R$ 200 mil por danos morais — R$ 100 mil para cada vítima.
A sentença levou em conta a gravidade dos crimes, a vulnerabilidade das vítimas, o dolo do réu e sua condição financeira. O valor das indenizações deverá ser corrigido pelo INPC e acrescido de juros de 1% ao mês, a partir da data dos fatos. A cobrança será feita na esfera cível, após o trânsito em julgado.