Por meio das Rodadas de Negócios, a Feira do Empreendedor registrou mais de 540 conexões entre 215 empresas, sendo elas startups, investidores, microempresas e empresas. O espaço foi preparado pelo Sebrae/Pb para que, durante todo o evento, empresários de dentro e fora da Paraíba pudessem se conectar com o potencial econômico presente no estado. Nos dois primeiros dias as expectativas de negociações foram superadas, incluindo a presença de 77 startups, além de 39 gestores de 15 municípios, que buscaram as Rodadas para melhorar o processo de políticas públicas, meio ambiente, inovação e tecnologia, que podem aperfeiçoar a atuação da equipe técnica municipal.
“Tivemos um público bem seleto, que veio de fato conhecer o que a Paraíba tem a oferecer em soluções de negócios. Uma turma que tem dinheiro para investir, mas que busca aplicar esses recursos com inteligência empresarial. Os números são extremamente animadores, porque nos dois primeiros dias 53% dos investidores deles já informaram que devem investir no mínimo de R$9,5 milhões nas nossas startups. Um valor que, no decorrer das negociações, com a formalização e nos próximos seis meses pode chegar até R$16 milhões. E o Sebrae além do agendamento dessas conexões, também acompanha a evolução delas. É preenchido ao final um formulário com as informações de cada empresa, onde eles nos passam um feedback da conexão e os próximos passos”, explicou Nilvânia de Souza, analista do Sebrae-PB e organizadora das Rodadas de Negócios.
A Feira do Empreendedor conseguiu conectar negócios nos três pilares do evento: inovação, empreendedorismo e sustentabilidade e, dentro dessa perspectiva sustentável, o evento contou com uma arena específica de Ambiental, Social e Governança (ASG). Mas além da programação e do espaço, o Sebrae/PB, que é uma das únicas duas empresas na Paraíba, que possui o Selo GHG Protocol – que pública inventários de emissões de gases de efeito estufa, também teve um cuidado especial com a gestão de resíduos sólidos, a capacitação de profissionais que atuam diretamente nesse processo e a redução de impactos na biodiversidade do estado.
“Contamos com uma arena ASG, para tratar de maneira diversificada sobre esse tema, mas o Sebrae também se preocupou em gerar um impacto positivo para o meio ambiente. Temos a gestão de resíduos, que contou com uma triagem separando o que é orgânico, o que é reciclável, e que fez esse encaminhamento para as cooperativas. Os catadores também estão tendo acesso aos conteúdos do evento, participando de algumas palestras que auxiliam no trabalho deles. A Feira também trouxe a distribuição de 10 mil mudas nativas da Caatinga, numa perspectiva de mudanças climáticas, que está dentro do processo definido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), no que diz respeito às práticas de ASG”, explicou Thiago Jatobá, analista técnico do Sebrae/PB.
Uma das empresas parceiras do Sebrae no processo de sustentabilidade é a APQ Gestão para Sustentabilidade. “Tivemos a ideia de fazer o inventário de carbono para avaliarmos qual o impacto climático do evento. Contabilizaremos o uso de energia, estimativa de consumo, deslocamento de palestrantes e participantes em todos os meios de transporte, seja ônibus, van, carro ou avião, também a hospedagem. São medições feitas antes e durante o evento e, de posse do cálculo final, saberemos quantas toneladas de carbono a feira emitiu. Após saber isso, o Sebrae vai atuar na compensação disso de maneira macro, assim como já fez em outros eventos dessa magnitude”, explicou Quelem Selau, CEO da empresa.
Empreendedorismo e sustentabilidade – Outra empresa parceira na perspectiva ASG do evento é a Semear Sustentabilidade, que atuou de um modo diferente do habitual com 50 catadores de cinco cooperativas durante os dias de Feira. “Estamos fazendo um trabalho com as cooperativas de catadores. Organizamos em parceria com o Sebrae uma caravana que conseguiu tirá-los dos galpões para que eles possam conhecer todo esse ambiente de inovação e sustentabilidade. Muitas vezes eles são convidados só pra trabalhar, mas dessa vez proporcionamos a participação deles. Fizemos uma inversão e trouxemos os catadores para vivenciar essa experiência e conscientizá-los, uma vez que também são empreendedores”, explicou Eduardo Awada, da Semear Sustentabilidade.