Dentro da programação do mês de março e do projeto “Mulheres Que Inspiram”, o Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) receberá a exposição ‘Mulheres Invisibilizadas’, que será aberta ao público no próximo dia 24, às 9h30, na Sede da Instituição, em João Pessoa. A mostra é itinerante, em uma iniciativa do Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC). Retrata o protagonismo feminino e o quanto mulheres de diversas áreas continuam invisíveis para a sociedade, apesar da importância delas para a história.
Com histórias inspiradoras de 30 mulheres, entre elas, a paraibana e líder sindical Margarida Maria Alves, a exposição reflete a força e a alma feminina, valorizando o papel social de cada uma.
A exposição também integra a programação cultural dos 40 anos do MPT na Paraíba. Pode ser visitada no período de 24 a 27 de março, das 8h às 16h, no hall de entrada do Edifício-Sede do MPT-PB, no Centro da Capital (Avenida Almirante Barroso, 234).
“Esta exposição traz a história de mulheres inspiradoras, que foram importantes para a sociedade, mas que muitas delas permanecem invisíveis. Elas desafiaram o seu tempo, lutaram, lideraram e transformaram, muitas delas contribuindo para a Justiça Social. É importante que a população reconheça o papel social de cada mulher, inclusive daquelas que são invisibilizadas. Todos estão convidados para conferir”, ressaltou a procuradora-chefe do MPT-PB, Dannielle Lucena, acrescentando que receber a exposição é também reafirmar o compromisso do MPT com a promoção da igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher.
Para a procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Janaina Andrade, a exposição, mais do que uma homenagem, é um ato de reparação. “É um chamado para que essas mulheres ocupem o lugar que merecem na memória coletiva. Para que suas vidas inspirem não apenas o presente, mas também o futuro, mostrando que a força feminina é, e sempre foi, um alicerce fundamental na construção do País”, afirmou.
Exposição: Educação, memória e direitos humanos
A exposição ‘Mulheres Invisibilizadas’ reúne histórias de 30 mulheres, muitas delas nordestinas, que tiveram papel relevante na construção do Brasil, mas cujas trajetórias foram apagadas ou pouco reconhecidas pela história oficial. São mulheres negras, indígenas, quilombolas, educadoras, lideranças políticas, artistas e ativistas que romperam barreiras e abriram caminhos em diferentes áreas, contribuindo para reflexões sobre desigualdade de gênero, memória histórica e democracia.
Mais do que uma homenagem, a mostra se consolida como espaço permanente de reflexão. Os painéis permanecem como marco simbólico e alerta sobre a urgência do enfrentamento da violência contra a mulher, fortalecendo a integração entre saúde, justiça e segurança pública na construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.
Além da versão física, a mostra também pode ser conferida de forma virtual, ampliando o acesso da população às histórias apresentadas (clique AQUI).
Quem são as 30 mulheres?
Alzira Soriano, Anastácia, Anita Garibaldi, Antonieta de Barros, Bárbara de Alencar, Bárbara Heliodora, Bertha Lutz, Carolina Maria de Jesus, Catarina Paraguaçu, Clara Camarão, Chiquinha Gonzaga, Dandara de Palmares, Dinalva Teixeira (Dina), Dolores Duran, Dorina Nowill, Esperança Garcia, Hipólita Jacinta da Costa, Inês Etienne Romeu, Lélia Gonzales, Leolinda Daltro, Luíza Mahin, Margarida Maria Alves, Maria Leopoldina, Maria Felipa de Oliveira, Maria Quitéria, Mariana Crioula, Nair de Teffé, Nise da Silveira, Teresa de Benguela e Tia Ciata.