A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou, nesta quinta-feira (7), uma nova nota atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ampliando o alvo das críticas para seus aliados. O comunicado afirma que pessoas que apoiarem ou facilitarem a conduta do magistrado também podem sofrer punições previstas na Lei Magnitsky, a mesma utilizada pelo presidente Donald Trump para sancionar Moraes.
“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar, nem facilitar a conduta de Moraes”, diz a nota.
A manifestação ocorre três dias após Moraes determinar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por “reiterado descumprimento das medidas cautelares” impostas pelo Supremo. Pela decisão, o ex-presidente só pode receber visitas de advogados ou pessoas previamente autorizadas pelo STF.
Essa não é a primeira vez que a representação diplomática norte-americana ataca publicamente o magistrado. Em 24 de julho, a embaixada já havia classificado Moraes como “o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”.

