“Eu emprego mais de 50 famílias aqui no bosque.” Foi assim que o empresário Roberto Júnior, dono do complexo Bosque dos Sonhos, tentou justificar nas redes sociais o vexame que protagonizou no último domingo (21), quando interrompeu a Copa Brasil de Paraciclismo em João Pessoa ao invadir a pista com sua caminhonete.
Na publicação, Roberto afirmou que não foi comunicado oficialmente sobre o evento e que seu trabalho é “com os turistas e ajudando o crescimento da cidade, não dessa forma que só atrapalha”. Ele ainda pediu ajuda ao prefeito Cícero Lucena para “corrigir” a forma como a corrida foi organizada.
A explicação, no entanto, não convenceu. Para muitos, o argumento soou como se o fato de empregar dezenas de pessoas desse direito ao empresário de colocar em risco a segurança de atletas e staffs em uma competição nacional. O comentário rapidamente viralizou e aumentou a repercussão negativa do caso.
No domingo, o secretário adjunto de Esportes da Prefeitura de João Pessoa, Juliano Sucupira, já havia condenado a atitude, classificando-a como “inaceitável” e lembrando que o empresário estacionou a caminhonete justamente no trecho mais veloz do circuito. O veículo só foi removido após a intervenção da CEMOB.
A Copa Brasil de Paraciclismo, que deveria ser marcada pela celebração da inclusão e da superação, acabou manchada pelo episódio e, agora, pela tentativa de justificativa do empresário, vista como arrogante e insuficiente.