quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Especialistas da ONU dizem que crimes de Epstein podem ser enquadrados como crimes contra a humanidade
18/02/2026 05:42
Redação ON Reprodução

Especialistas independentes ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmaram que os crimes atribuídos ao bilionário Jeffrey Epstein podem alcançar o patamar de crimes contra a humanidade, em razão da gravidade, da escala e do caráter sistemático das violações cometidas contra mulheres e meninas em diversos países.

A manifestação dos especialistas ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta terça-feira, após ser publicada pelo perfil Occupy Democrats, no X (antigo Twitter). O post, que já acumula milhares de visualizações, impulsionou novamente o debate internacional sobre o caso Epstein e a responsabilidade de autoridades e integrantes da elite política e econômica mundial.

Segundo o grupo de peritos, nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, não é aceitável qualquer tentativa de “virar a página” sobre os arquivos relacionados a Epstein. Para eles, minimizar ou encerrar as apurações representa uma falha grave do Estado diante das vítimas. Os especialistas defendem uma investigação ampla, independente e imparcial sobre o funcionamento da rede criminosa atribuída ao empresário e seus possíveis cúmplices.

No comunicado, os peritos destacam que a dimensão, a natureza sistemática e o alcance transnacional dos crimes indicam que parte das violações pode se enquadrar juridicamente como crimes contra a humanidade. A avaliação reforça a tese de que Epstein não agia de forma isolada, mas estaria inserido em uma estrutura criminosa de alcance global, com conexões em diferentes países e círculos de poder.

O grupo também cobra explicações sobre a divulgação incompleta de documentos relacionados ao caso. Segundo os especialistas, a liberação parcial de informações e a manutenção de arquivos sob sigilo contribuem para a sensação de revitimização de sobreviventes, que relatam se sentir ignorados ou desacreditados por instituições oficiais.

De acordo com os peritos, todas as denúncias contidas nos chamados “arquivos Epstein” exigem apuração rigorosa para esclarecer como crimes dessa magnitude puderam ocorrer por tantos anos sem que houvesse responsabilização efetiva. Para eles, a falta de transparência e de aprofundamento das investigações reforça a percepção de que interesses políticos e econômicos ainda atuam como barreiras à responsabilização dos envolvidos.

A repercussão internacional do posicionamento da ONU reacende a pressão por uma investigação global sobre o caso Epstein e seus desdobramentos, incluindo o papel de possíveis coautores e beneficiários da rede de exploração sexual. Para especialistas em direitos humanos, o episódio expõe falhas profundas nos mecanismos de proteção de vítimas e no enfrentamento a crimes cometidos por figuras influentes, colocando em xeque a credibilidade de instituições responsáveis por garantir justiça em escala internacional.

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