Na noite deste sábado, 16 de agosto, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa que marcou o encerramento do novenário em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira da cidade de Lagoa Seca, localizada na Forania do Brejo.
A celebração reuniu a comunidade paroquial em um momento de profunda fé e alegria, antecedendo o dia festivo da padroeira, que será celebrado neste domingo, 17, com a solenidade da Assunção de Maria, comemorada liturgicamente em toda a Igreja no Brasil.
A Missa também contou com a concelebração do Pároco local, Padre Aparecido, e teve expressiva participação dos fiéis, que vêm acompanhando com entusiasmo a programação da festa, iniciada no dia 8 de agosto. Ao longo desses dias, a paróquia tem promovido momentos de oração, devoção mariana e confraternização entre os paroquianos com as quermesses e atrações culturais.
Na homilia da Vigília da Assunção, Dom Dulcênio destacou a glória de Maria como celebrada por toda a criação. A partir da Antífona de Entrada, ele apontou que os céus, os anjos, a humanidade e a própria Virgem entoam um cântico de louvor àquela que foi exaltada por Deus.
O bispo reforçou que a Sagrada Liturgia nos torna testemunhas, pela fé, da elevação de Maria em corpo e alma ao Céu. A homilia se desenrola com riqueza bíblica e simbólica, mostrando que o louvor a Maria é universal: Deus a exalta, os anjos a servem, os homens a veneram, e ela mesma canta sua pequenez e a grandeza do Senhor.
“Cantamos as glórias de Maria. Quem as canta? Os céus e a terra; quem neles habita. Canta Deus, apaixonado pela Sua mais perfeita criatura, imaculada de todo pecado, e a coroa com a Sua indizível e, até então, inacessível glória, de sempre chamada, vocacionada: “A figueira já começa a dar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, oculta nas fendas do rochedo, e nos abrigos das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz. Tua voz é tão doce e delicado teu rosto!”, trouxe.
Mais do que exaltar Maria, Dom Dulcênio apresentou sua glorificação como sinal da esperança cristã. Ela é imagem daquilo que a Igreja espera alcançar: a plena comunhão com Deus. A fé na Assunção fortalece o desejo de santidade e lembra aos fiéis que, pela graça de Cristo, também estão destinados à glória.
“Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes” (Sl 8,5-7). Canta, humilde, reverente e conscientemente, a Virgem o seu hino de glorificação: “A minh’alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador; pois, ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome!” (Lc 1,46-49).

A homilia se encerrou com um tom de vitória sobre o mal. A Assunção de Maria é vista como resposta definitiva de Deus à morte e ao pecado. Unindo-se ao hino da Virgem, os fiéis são chamados a confiar na promessa de vida eterna, pois onde está Maria, um dia também estará o povo redimido de Deus.
“Sim, Virgem Maria glorificada após a terrena peregrinação, cantamos-te porque, és sinal da nossa glorificação. Amparados pelas tuas preces e iluminados pelos teus exemplos, redimidos pelo mistério da páscoa do teu Filho e Senhor nosso que celebramos neste momento, unamos as nossas frágeis vozes ao teu retumbante hino de júbilo, em zombaria a satã maligno: “Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está teu aguilhão?” (1Cor 15,55). Assim como estás acima dos anjos, também estaremos, ó Arca da Nova e Eterna Aliança! Junto com eles, leva-nos para sempre ao teu Filho e Deus, pois só Nele temos vida. Amém”, findou.