O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o irmão, Eduardo Bolsonaro, participaram de uma reunião fora da agenda oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de terça-feira (26/5), na Casa Branca. O encontro, que também contou com o influenciador Paulo Figueiredo, foi tratado como estratégico pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro para minimizar os efeitos da crise política aberta nos últimos dias.
Flávio Bolsonaro vestiu terno azul e gravata nas cores verde e amarela — uma referência à bandeira brasileira — e manteve o broche de senador durante toda a audiência no Salão Oval. A reunião não estava prevista na agenda pública de Trump, que reservara a tarde para encontros políticos internos.
A viagem a Washington começou na segunda-feira (25/5). De acordo com aliados, o senador recebeu o convite por e-mail diretamente do governo americano, mas optou pelo silêncio até o último momento para não comprometer a visita.
Nos bastidores, a avaliação é que a foto com Trump serve como um “salvo-conduto” internacional para Flávio tentar ofuscar a exposição negativa de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master. O episódio, que veio a público recentemente, tem desgastado a imagem do pré-candidato à Presidência em 2026.
Além disso, o encontro reforça internamente a narrativa de que Flávio mantém trânsito no mais alto escalão dos EUA. O gesto ocorre pouco mais de 20 dias depois de Trump ter recebido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem elogiou publicamente.
As imagens registradas dentro da Casa Branca — incluindo um clique em que os irmãos Bolsonaro e Figueiredo aparecem ao lado do republicano — serão usadas nos próximos dias como parte de uma estratégia digital para demonstrar força eleitoral e prestígio internacional.

