O Ministério Público Eleitoral abriu uma frente de apuração no Sertão da Paraíba para investigar possíveis falhas no cadastro de eleitores. O foco está na 37ª Zona Eleitoral, sediada em São João do Rio do Peixe, onde surgiram indícios de registros com coincidência biométrica — um tipo de ocorrência considerado atípico dentro do sistema eleitoral.
A suspeita gira em torno de eventuais duplicidades de inscrição, o que levanta dúvidas sobre a integridade dos dados cadastrados. Como a biometria é justamente o mecanismo utilizado para garantir a identificação única do eleitor, qualquer repetição nesse tipo de informação acende um alerta sobre possíveis irregularidades ou uso indevido de dados pessoais.
Diante da gravidade do caso, o Ministério Público determinou a abertura de um procedimento administrativo para acompanhar a instauração de inquérito policial. A investigação busca esclarecer se houve infração penal, especialmente em situações que envolvam inserção de informações falsas ou omissão de dados em registros oficiais.
Entre as primeiras providências adotadas está a solicitação de informações à autoridade policial responsável, que deverá formalizar o inquérito e inserir os dados no sistema da Justiça Eleitoral dentro do prazo estipulado. A depender dos desdobramentos, o caso pode avançar para responsabilizações com base no Código Eleitoral.
A portaria que deu início à apuração também determina a formalização do processo, com registro e publicação oficial, além de fixar um prazo de 15 dias para que sejam informados os dados do inquérito no sistema judicial. O cumprimento das medidas foi classificado como urgente.
A investigação é conduzida pelo promotor eleitoral Francisco Leonardo Silva Júnior, responsável pela atuação do Ministério Público Eleitoral na região.
