O senador Efraim Filho faz uma leitura direta, dura e antecipada do cenário político da Paraíba com foco nas eleições de 2026. Diferentemente de análises genéricas, ele sustenta seus alertas em movimentos que, segundo afirma, já estão em curso nos municípios e dentro da própria base governista.
Ao avaliar o governo João Azevêdo, Efraim reconhece os índices positivos da gestão, mas faz uma distinção clara entre governar e fazer política. Para ele, essa diferença pode ser decisiva no futuro próximo.
“O governo é bem avaliado, ninguém nega isso. Mas uma coisa é governar, outra coisa é fazer política. E política não foi feita”, afirmou o senador.
O ponto mais sensível da análise aparece quando Efraim trata da sucessão estadual. Segundo ele, o próprio governador estaria antecipando sua perda de influência ao declarar publicamente apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro.
“Quando o governador diz que vai votar em Lucas, que vai entregar o governo a Lucas, ele antecipa o fim do próprio poder político. A partir desse momento, os prefeitos começam a olhar para Lucas, não mais para ele”, disse.
Efraim afirma que esse movimento já é visível no interior do estado e cita exemplos concretos.
“Tem prefeito que já está declarando apoio a Nabor e a Vital. Isso não é teoria, isso já está acontecendo”, declarou.
Na avaliação do senador, a chamada “caneta” ainda segura parte da base governista, mas por tempo limitado. Ele sustenta que o apoio atual não é ideológico nem programático, mas funcional.
“Quando ele perder a caneta, ele perde o que resta de apoio. A política funciona assim. Prefeito se move com poder, não com discurso”, afirmou.
Efraim vai além e alerta para o risco de traições dentro do próprio campo governista, especialmente por grupos que, segundo ele, atuam de forma pragmática e sempre preservam seus próprios projetos eleitorais.
“A política não tem espaço para ingenuidade. Quem acha que alianças são eternas, erra. Elas duram enquanto fazem sentido”, disse.