Até poucos dias atrás, o senador Efraim Filho (União-PB) ainda mantinha indicações em cargos federais e era visto como um aliado moderado do governo Lula. Mas a situação mudou radicalmente. Após devolver os cargos que controlava no Executivo na semana passada, Efraim agora se alinha de vez à direita e publicou em suas redes sociais uma dura crítica à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Censura, tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar sem nenhuma condenação definitiva. (…) O excesso do STF e o abuso de autoridade não podem prevalecer”, escreveu o parlamentar paraibano em postagem nas redes sociais.
A manifestação pública marca também um gesto claro de aproximação com o eleitorado bolsonarista, especialmente após a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à Paraíba. Em evento recente no estado, Michelle lançou extraoficialmente o nome de Efraim como possível candidato da direita ao governo estadual em 2026 — embora o senador ainda não seja filiado ao PL.
A ausência de Efraim nas manifestações pró-Bolsonaro realizadas no último domingo (3) em todas as capitais brasileiras, inclusive em João Pessoa, havia causado certo desconforto entre apoiadores. O senador, porém, justificou sua ausência informando que estava em viagem internacional com a família.
Agora, de volta ao país, Efraim tenta se reposicionar como figura de confiança do campo bolsonarista. Sua defesa enfática da liberdade de Bolsonaro e suas críticas ao STF podem ser lidas como um esforço de reconstrução de pontes com sua nova base política.