João Pessoa, quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Eduardo Bolsonaro sonha com a Presidência e pode frustrar planos de Tarcísio
15/09/2025 08:28
Redação ON Reprodução

Eduardo Bolsonaro tem dividido com aliados dois cenários sobre seu futuro político e ambos apontam para um objetivo maior: concorrer à Presidência da República. O que significa dizer que o ministro Tarcísio de Freitas pode estar sendo precipitado em se lançar candidato agora, porque há um Bolsonaro mais interessado nesse posto. A informação é de Bela Megale, de O Globo.

O primeiro plano de Eduardo é o mais otimista: depende da aprovação, pelo Congresso, de um projeto de anistia ampla, sem que este seja derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como já sinalizam ministros da Corte. Nesse contexto, ele avalia que Jair Bolsonaro o apoiaria voluntariamente para concorrer ao Palácio do Planalto. Com a anistia aprovada, Eduardo acredita que poderia voltar ao Brasil e fazer campanha presencialmente.

Já o plano B prevê disputar a eleição a partir dos Estados Unidos, onde está desde fevereiro, engajado nos movimentos pela anistia e contra Alexandre de Moraes. Ele lembra que o pai conseguiu mobilizar massas para o 7 de setembro sem estar presente fisicamente nem ter acesso às redes sociais. Na visão dele, isso prova que seria possível conduzir uma candidatura mesmo vivendo no exterior.

Aos aliados, Eduardo admite que o maior desafio será viabilizar juridicamente sua candidatura. Para concorrer, precisará sair do PL e se filiar a outro partido. Além disso, responde a inquérito no STF sobre sua atuação nos EUA por coação de autoridades — processo que pode levá-lo à inelegibilidade.

Apesar de reconhecer os riscos e a chance de derrota, Eduardo Bolsonaro avalia que terá ganhos estratégicos ao se lançar: manter viva a chama bolsonarista, impedir que Tarcísio de Freitas se apresente como herdeiro natural da direita e reduzir espaço para o surgimento de uma terceira via que atraia esse eleitorado.

A aposta final do deputado é deixar o PL e assumir o comando de uma legenda própria, estruturada com um núcleo duro de aliados que compartilhem sua visão política. Para ele, esse movimento pode garantir não apenas protagonismo imediato, mas também as bases para fundar, no futuro, um partido de direita sob sua liderança.

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