Edgar Doca, paraibano de Caiçara, é o alvo número 1 da megaoperação no Rio
30/10/2025 05:22
Redação ON Reprodução

A megaoperação que transformou o Rio de Janeiro em palco de uma verdadeira guerra urbana tem um personagem central com raízes paraibanas. No olho do furacão, o nome de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, volta a ganhar destaque nacional — e, para vergonha da Paraíba, é um conterrâneo que se tornou símbolo da escalada do crime organizado.

Natural de Caiçara, no Brejo paraibano, Doca é apontado como o principal líder do Comando Vermelho, a facção criminosa mais poderosa do país. Fugindo há anos do sistema prisional, ele carrega mais de 30 mandados de prisão e uma ficha criminal que inclui mais de cem homicídios. É suspeito de ordenar execuções, desaparecimentos e até chacinas que chocaram o Brasil — entre elas, o caso dos três meninos de Belford Roxo, sumidos desde 2020, e o assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, em 2023, mortos por engano.

As investigações indicam que o paraibano comanda o tráfico na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, de onde controla parte das ações mais violentas da facção. Mesmo com o cerco das forças de segurança — uma operação que deixou mais de 120 mortos e foi a mais letal da história fluminense — Doca conseguiu escapar.

A recompensa por informações que levem à sua prisão é de R$ 100 mil, uma das maiores já oferecidas pelo Disque Denúncia desde o caso de Fernandinho Beira-Mar, há mais de duas décadas. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, e também pelo 197, na Paraíba.

Enquanto o principal alvo segue foragido, outro paraibano foi preso na mesma operação. Damião Barbosa, de 50 anos, apontado como um dos principais articuladores do Comando Vermelho no Nordeste, foi capturado na terça-feira (28). Segundo o delegado Diego Beltrão, ele mantinha contato direto com Doca e atuava na expansão da facção no território paraibano.

A Paraíba, portanto, volta a aparecer nas manchetes — desta vez não por boas razões. Um filho do Brejo figura como o criminoso mais procurado do país, no centro da guerra que hoje expõe as entranhas do tráfico e da falência do poder público nas comunidades do Rio.

canal whatsapp banner

Compartilhe: