João Pessoa, domingo, 13 de setembro de 2026
Dino tira sigilo e manda PF assumir material apreendido sobre produtora de filme de Bolsonaro
13/09/2026 10:55
Redação ON Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo do material reunido pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora responsável por “Dark Horse”, filme que pretende contar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dino também determinou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entregue à Polícia Federal o material bruto obtido a partir da apreensão de celulares durante uma operação realizada em junho. Celulares, computadores e documentos apreendidos também deverão passar para a custódia da PF.

A Go Up Entertainment, responsável pelo filme, tem como única sócia Karina Ferreira da Gama. Ela também é proprietária de uma empresa que firmou contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo para fornecimento de pontos de internet.

Em entrevista à CNN Brasil, Karina afirmou que já foi eleitora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que passou a apoiar Bolsonaro depois do atentado sofrido pelo então candidato durante a campanha presidencial de 2018.

“Eu já fui eleitora do Lula. Eu já votei no Lula. Eu acreditei nos projetos do Lula”, declarou.

A produtora afirmou ainda acreditar que “Dark Horse” é alvo de censura e disse que a produção enfrenta dificuldades para avançar até o lançamento. Ela também relatou uma suposta perseguição política e afirmou sentir-se pressionada a dizer às autoridades “o que querem ouvir”.

Karina disse ainda ter sido ameaçada por um ex-marido e um ex-fornecedor e afirmou ter recebido ofertas de ajuda para uma eventual delação premiada. As declarações são da própria produtora e não representam, por si só, comprovação das acusações relatadas.

Com a decisão de Dino, a Polícia Federal passa a ter acesso ao material bruto e aos equipamentos apreendidos pela Polícia Civil paulista.

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