quarta-feira, 20 de maio de 2026
Dino aperta Hugo Motta e mira sumiço de Mario Frias em caso milionário ligado a filme de Bolsonaro
20/05/2026 18:56
Redação ON Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, colocou o presidente da Câmara, Hugo Motta, no centro de uma nova crise envolvendo o deputado Mario Frias e o polêmico filme “Dark Horse”, produção inspirada na campanha de Jair Bolsonaro em 2018.

Dino determinou que Hugo Motta apresente, em até 48 horas, esclarecimentos sobre a situação funcional de Mario Frias e sobre a suposta missão oficial internacional usada como justificativa para sua permanência fora do país. O parlamentar do PL está atualmente no Bahrein.

A cobrança do STF acontece depois de quase um mês de tentativas frustradas de intimação contra Frias. O Supremo tenta ouvir o deputado sobre o destino de emendas parlamentares que teriam sido enviadas para organizações ligadas à produção do filme “Dark Horse”.

Segundo a denúncia que chegou ao STF, Mario Frias teria direcionado R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil, entidade apontada como parte de uma rede de organizações interligadas ao projeto audiovisual bolsonarista.

A ação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral, que pediu investigação sobre o que chamou de “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”. Além do Instituto Conhecer Brasil, aparecem na lista a Academia Nacional de Cultura, a Go Up Entertainment e a Conhecer Brasil Assessoria.

Todas essas entidades, segundo a denúncia, teriam ligação com a produtora cultural Karina Ferreira da Gama, associada à produção do longa.

O caso ganhou ainda mais dimensão após o vazamento de um áudio do senador Flávio Bolsonaro cobrando recursos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme.

Na mesma investigação, Flávio Dino também determinou a intimação dos deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Segundo os autos, outras entidades ligadas ao mesmo grupo teriam recebido cerca de R$ 2,6 milhões em recursos parlamentares destinados por nomes como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Pollon.

O episódio amplia a pressão política sobre Hugo Motta, que agora terá de explicar oficialmente ao STF se Mario Frias realmente está em missão institucional ou se apenas conseguiu escapar das tentativas de intimação da Corte.

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