As imagens publicadas originalmente pelo Estadão mostram o esconderijo do paraibano Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como principal líder do Comando Vermelho no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Apesar de a polícia ter descoberto o local exato onde ele se escondia, o criminoso segue foragido após escapar da megaoperação realizada na última terça-feira (28), que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais.
Nascido na Paraíba e criado na Vila Cruzeiro, Doca é considerado o homem mais influente da facção na zona norte do Rio e também em comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento. Segundo o Ministério Público do Rio, ele comanda uma estrutura que inclui vigilância armada 24 horas, uso de drones com visão noturna e controle total das áreas dominadas.
O esconderijo de Doca, conhecido como “Toca do Urso”, ficava em uma região chamada “Cabaré”, de difícil acesso e fortemente protegida por seguranças da facção. De acordo com as investigações, o imóvel era usado também para armazenar drogas, armas e documentos de contabilidade do Comando Vermelho.
As fotos, divulgadas pelo Estadão e reproduzidas por O Norte Online, mostram o entorno da casa, os pontos de vigilância e a movimentação dos criminosos responsáveis pela proteção do local. Conversas interceptadas pela polícia revelam que os comparsas de Doca controlavam rigorosamente o acesso e proibiam a entrada de pessoas armadas sem autorização.
Ainda segundo as investigações, a facção mantém uma “justiça paralela” nas comunidades sob seu domínio, com julgamentos e execuções determinadas pelos próprios criminosos.
A operação, considerada uma das mais letais da história do Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre segurança pública. Em entrevista à TV Estadão, o ministro Andréazza afirmou que o problema é de dimensão nacional e que o combate à criminalidade deve começar pelas fronteiras.

