CPI dos Combustíveis começa com turbulência e pressões externas na Câmara de João Pessoa
15/09/2025 12:07
Redação ON Reprodução

Não vai faltar combustível para pegar fogo na CPI dos Combustíveis da Câmara Municipal de João Pessoa. Instalada com atraso e marcada por inexperiência — afinal, a última CPI realizada no Legislativo municipal foi em 2012 — a comissão já estreou em meio a bate-boca, divergências internas e fortes pressões externas.

O setor de combustíveis é um dos mais poderosos da economia paraibana, movimenta cifras milionárias e, naturalmente, exerce influência sobre a política local. Essa força já se reflete nos bastidores da CPI, que nasceu cercada de desconfianças e resistências.

Segundo o blog do jornalista Luiz Torres, na primeira reunião, realizada nesta segunda-feira (15), o clima foi de verdadeiro arranca-rabo. O centro da discórdia foi a presidência da comissão. Os vereadores Fábio Carneiro e Fábio Lopes não aceitaram a escolha de Raoni Mendes para comandar os trabalhos e pediram sua imediata saída. O embate foi tão intenso que a pauta principal — a investigação sobre possíveis irregularidades no setor — sequer foi discutida.

A criação da CPI, que já enfrentava dificuldades para ser instalada, agora corre o risco de ver seus trabalhos travados antes mesmo de começar. Além do embate político, a comissão deve enfrentar uma batalha de pressões externas e, ao que tudo indica, até possíveis judicializações.

O resultado é um começo turbulento para uma investigação que promete mexer com interesses econômicos pesados em João Pessoa — e que pode colocar a Câmara Municipal diante de um teste raro de firmeza e autonomia.

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