João Pessoa, segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Como será o novo bairro que recebe investimento da família de Hugo Motta
17/03/2026 09:11
Redação ON Reprodução

O terreno que passou a integrar a estrutura de investimento ligada à família do presidente da Câmara, Hugo Motta, deve dar origem a um dos maiores projetos urbanos em andamento em João Pessoa. A área da antiga fábrica de cimento Cimepar, com cerca de 430 hectares, na Zona Oeste da capital, está sendo preparada para se transformar em um novo bairro planejado.

Bianca Medeiros, que é irmã de Luana Motta, esposa do deputado, assumiu o controle total da empresa ETC Participações no dia 8 de março de 2024. À época, o capital social da empresa era de R$ 100 mil, conforme registros da Junta Comercial de São Paulo.

A proposta é ambiciosa. O projeto prevê a criação de um bairro completo, com divisão de lotes, abertura de vias, infraestrutura urbana e espaço para empreendimentos comerciais e residenciais. A localização é considerada estratégica por conectar regiões tradicionais como Ilha do Bispo, Cruz das Armas e Oitizeiro, além de abrir uma nova frente de crescimento fora do eixo mais valorizado da orla.

É nesse contexto que entra o investimento ligado ao núcleo familiar de Hugo Motta. A empresa ETC Participações, hoje sob controle de Bianca Medeiros, aparece como um dos braços dentro da estrutura que reúne os ativos imobiliários da área. Na prática, esse tipo de empresa atua como uma holding, responsável por concentrar a propriedade da terra ou os direitos de desenvolvimento, participando da modelagem do negócio e das parcerias que viabilizam o empreendimento.

O projeto, conhecido como “Nova Paraíba”, não é isolado. Ele integra um movimento mais amplo de expansão urbana da capital, que vem combinando o crescimento acelerado do Litoral Sul, com empreendimentos no Portal do Sol e em Gramame, com a reocupação de grandes áreas internas antes subutilizadas. A antiga Cimepar se encaixa exatamente nesse novo vetor de desenvolvimento.

Dentro desse desenho, a presença da família de Hugo Motta se dá em uma posição estratégica: a de quem participa da estrutura que controla a área e viabiliza sua transformação. Em projetos dessa escala, esse papel costuma ser decisivo, já que envolve desde a negociação da terra até a articulação com investidores e o avanço das etapas de implantação.

O novo bairro ainda depende de licenciamento e da execução por fases, mas já nasce com potencial de alterar significativamente o mapa urbano de João Pessoa — e de consolidar a entrada de um grupo politicamente influente em um dos empreendimentos imobiliários mais relevantes da cidade.

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