João Pessoa, terça-feira, 29 de setembro de 2026
Com 49% na Quaest, Lucas encara Cícero e Efraim no último debate antes das urnas
29/09/2026 16:26
Redação ON Reprodução

A poucos dias da votação, Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) terão nesta terça-feira (29) mais uma chance de confrontar Lucas Ribeiro (PP) diante das câmeras. O debate das TVs Cabo Branco e Paraíba começa às 22h15, com mediação da jornalista Graziela Azevedo, da Globo SP.

A campanha já deu pistas do que pode acontecer. Nos encontros anteriores, Cícero e Efraim concentraram as críticas em Lucas. Quando o candidato do PP se ausentou, alegando compromissos de agenda, os adversários continuaram a atacá-lo — mesmo diante da cadeira vazia.

A pressão acompanha os números. Na pesquisa Quaest divulgada na semana passada, Lucas apareceu com 49% das intenções de voto, à frente de Efraim, com 16%, e Cícero, com 15%. A poucos dias da eleição, os dois adversários precisam tentar reduzir essa distância; Lucas terá de defender sua liderança sob perguntas e críticas diretas. 

O debate oferece, assim, um confronto que faltou em parte da campanha: os três frente a frente, na mesma bancada, quando resta pouco tempo para convencer quem ainda pode mudar de voto.

Na disputa presidencial, a dúvida é Lula

Na quinta-feira (1º), a TV Globo promove o último debate presidencial antes do primeiro turno. A emissora convidou quatro candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) contestam o formato, mas não estão entre os convidados anunciados. Flávio afirmou que irá; a presença de Lula segue indefinida. 

Lula informou à coordenação de sua campanha que não pretende participar. A decisão, porém, ainda não foi comunicada oficialmente à emissora.

Pessoas próximas ao presidente tentam convencê-lo a comparecer. A avaliação na campanha é que, no debate, Lula se tornaria o principal alvo dos demais candidatos, todos posicionados à sua direita no espectro político.

A hesitação do presidente tem uma possível explicação política. Integrantes de sua campanha avaliaram que, em um debate com vários adversários de direita, Lula poderia se tornar o alvo comum das críticas. A Globo restringiu os convites a quatro candidatos, mas isso não elimina o risco de pressão sobre quem lidera a corrida. Trata-se de uma avaliação de campanha, não de uma justificativa anunciada pelo presidente para uma eventual ausência. 

Flávio, por sua vez, vem provocando Lula a comparecer. Se os dois estiverem no estúdio, será a oportunidade de um confronto direto na televisão aberta às vésperas da votação. Se Lula não for, sua ausência também entrará no debate — desta vez, sem que ele esteja lá para responder

canal whatsapp banner

Compartilhe: