Dizem que Donald Trump resolveu liberar pesquisa com psicodélicos. Até aí, ciência é ciência. O problema começou quando ele perguntou, com a naturalidade de quem pede ketchup: “posso usar?”.
O laboratório virou comício e o cogumelo, palanque. Entre uma tese e outra, surgiram cores que nem o marketing eleitoral ousaria inventar. Assessores tentaram explicar que era estudo sério, duplo-cego, controlado. Mas Trump queria mesmo era enxergar os números dançando — de preferência a seu favor.
No fim, ninguém sabe se foi experimento ou campanha. Só ficou a impressão de que, em certos gabinetes, a realidade já andava meio alucinada antes mesmo do primeiro chá.
