- Por Miguezim de Princesa
I
Um tal de Donald Trump,
Em um tempo já distante,
Esteve na Paraíba,
Na cidade Diamante,
Mas se deu mal ao chamar
O povo de ignorante.
II
O sol estava escaldante,
Trump começou falar
Aqueles seus impropérios,
De um modo muito vulgar,
E irritou quem estava
Na Bodega de Oscar.
III
Trump danou-se a falar,
Daquele jeito arrastado,
Dizendo que Diamante
Era um lugar atrasado,
O povo era sem cultura
E tinha o bucho quebrado.
IV
Na bodega, ali sentados,
Comendo fava e quiabo,
Se encontravam dois poetas,
Um escritor muito pabo,
Um músico e um amansador
Valente de burro brabo.
V
Os poetas, inspirados,
Responderam com ironia:
Trump seria um bucéfalo
E rei da desarmonia,
Só entendia de quengagem
E nunca lera poesia.
VI
O músico, com maestria,
Começou a dedilhar
Seu violão sete cordas,
Nota a nota a executar
O choro bem brasileiro
Tico-tico no fubá.
VI
O escritor, pra esnobar,
Citou Shakespeare de montão:
O príncipe Hamlet dizia
Ser, não ser, eis a questão,
Era o dilema da vida
De querer viver ou não.
VII
O amansador, durão,
Com uma força descomunal,
Deu um tabefe no Trump,
Que Trump sentiu-se mal
E caiu com a cara dentro
De uma bacia de colorau.
VIII
Trump voltou para os EUA
Com a cara toda amassada.
Muitos anos se passaram,
Muita história foi contada,
E Trump ficou pra sempre
Com a cor avermelhada.
