sábado, 21 de março de 2026
Trump pegou aquela cor de colorau na cidade de Diamante
21/03/2026
  • Por Miguezim de Princesa


I

Um tal de Donald Trump,

Em um tempo já distante,

Esteve na Paraíba,

Na cidade Diamante,

Mas se deu mal ao chamar

O povo de ignorante.

II

O sol estava escaldante,

Trump começou falar

Aqueles seus impropérios,

De um modo muito vulgar,

E irritou quem estava

Na Bodega de Oscar.

III

Trump danou-se a falar,

Daquele jeito arrastado,

Dizendo que Diamante 

Era um lugar atrasado,

O povo era sem cultura

E tinha o bucho quebrado.

IV

Na bodega, ali sentados,

Comendo fava e quiabo,

Se encontravam dois poetas,

Um escritor muito pabo,

Um músico e um amansador

Valente de burro brabo.

V

Os poetas, inspirados,

Responderam com ironia:

Trump seria um bucéfalo

E rei da desarmonia,

Só entendia de quengagem

E nunca lera poesia.

VI

O músico, com maestria,

Começou a dedilhar

Seu violão sete cordas,

Nota a nota a  executar

O choro bem brasileiro

Tico-tico no fubá.

VI

O escritor, pra esnobar,

Citou Shakespeare de montão:

O príncipe Hamlet dizia

Ser, não ser, eis a questão,

Era o dilema da vida

De querer viver ou não.

VII

O amansador, durão,

Com uma força descomunal,

Deu um tabefe no Trump,

Que Trump sentiu-se mal

E caiu com a cara dentro

De uma bacia de colorau.

VIII

Trump voltou para os EUA

Com a cara toda amassada.

Muitos anos se passaram,

Muita história foi contada,

E Trump ficou pra sempre

Com a cor avermelhada.

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