Estava no carro voltando pro Cosme Velho quando a assessora do Rodrigo Teaser me mandou o release e eu quase pedi pro motorista parar na calçada. Disquei pro Rodrigo na hora. Não atendeu. Faz sentido, são outras horas na China e o homem acabou de protagonizar uma das maiores noites da carreira dele. Mas essa coluna não podia esperar.
No dia 2 de maio, enquanto o Rio ainda fervia com o pós-Shakira, Rodrigo Teaser estava do outro lado do mundo lotando o Changsha International Convention & Exhibition Centre com 15 mil pessoas para assistir ao “Tributo ao Rei do Pop”, versão expandida do espetáculo que o consagrou como o maior intérprete de Michael Jackson no mundo. Casa cheia, ingressos esgotados, palco inspirado nas dimensões da HIStory World Tour.

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O que fez esse show subir de nível foi o elenco que Teaser trouxe para o palco: Jennifer Batten, a guitarrista da banda original de Jackson, Kevin Dorsey no backing vocal e Jonathan Moffett na bateria. Quem acompanhou as turnês do Michael nos anos 80 e 90 sabe exatamente o peso desses três nomes num show tributo. Não é reconstituição, é o negócio de verdade.
O timing não poderia ser mais cirúrgico. Michael Jackson voltou ao centro das atenções globais com o lançamento da sua cinebiografia, e Teaser está posicionado exatamente nesse momento como a referência viva do legado do artista fora dos Estados Unidos. O público chinês respondeu em êxtase do início ao fim, segundo relatos da equipe local.
Rodrigo Teaser saiu do Brasil, foi à China e lotou 15 mil lugares fazendo o mundo lembrar por que Michael Jackson nunca foi substituível. Isso se chama fenômeno internacional, e eu quero muito que ele atenda meu telefone hoje ainda.