Eu aviso logo que isso aqui não é fofoca de camarote, mas tem drama, disciplina e uma legião de seguidores digna de popstar europeu em retiro espiritual. Frei Gilson resolveu, mais uma vez, mexer com o relógio biológico do Brasil católico e convocou os fiéis para um compromisso sério, diário e sem snooze. Acordar às quatro da manhã durante a Quaresma para rezar o Rosário.
O Rosário da madrugada ganhou musculatura nos últimos anos e deixou de ser prática restrita a grupos pequenos. Virou movimento nacional, desses que atravessam estados, fuso horário emocional e feed de rede social. A proposta nasceu como penitência pessoal durante a pandemia e cresceu até virar um evento fixo no calendário de quem leva a espiritualidade a sério.
Em 2026, a programação acontece da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, com exceção dos domingos, completando os 40 dias tradicionais da Quaresma. Não é promessa vaga nem experiência etérea. Tem horário, roteiro e compromisso.
As transmissões começam às 3h50 com oração dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe. Das 4h às 6h, o Rosário ocupa o centro da cena, seguido da bênção do Santíssimo Sacramento. Depois entram a bênção dos objetos e a oração pelos enfermos. Tudo muito organizado, nada improvisado.
Após um breve intervalo, Frei Gilson retorna com a pregação do dia, que nesta edição será baseada no livro A subida do Monte Carmelo, de São João da Cruz. Em seguida, ele preside a Santa Missa, sempre lembrando que a vivência digital não substitui a presença física na comunidade local.
O Instituto Hesed entra como força complementar dessa mobilização. Além de reforçar o convite nas redes sociais, a instituição mantém uma rotina paralela de oração e evangelização ao longo da Quaresma, ampliando o alcance do movimento e criando uma sensação clara de caminhada coletiva.