Eu cheguei do after, vi o paredão do BBB 26 se formar, ainda tentei dormir, e às seis da manhã estava sentada na varanda do hotel em Salerno com um café que não estava ajudando, reprisando o Domingão com Huck no celular por causa de uma coisa que não saía da minha cabeça: Paula Toller. Eu precisei pausar, voltar, pausar de novo. Gente, o que essa mulher está usando na pele? Tentei ligar pra ela duas vezes. Não atendeu. Vou descobrir esse produto coreano, esse ritual, esse segredo, seja o que for, porque eu preciso saber antes de comprar o ingresso. E vou comprar o ingresso.

O Kid Abelha anunciou a turnê “Eu Tive Um Sonho” para 2026, com dez shows em grandes arenas pelo Brasil, reunindo Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato. O retorno acontece sem Leoni, baixista e cofundador que saiu da banda nos anos 80, o que já separa esse comeback do formato “formação clássica completa” que virou padrão nas reuniões oitentistas recentes. A proposta é pontual e declaradamente limitada: sem disco inédito, sem promessa de continuidade após a turnê, sem transformar o retorno em nova fase de carreira. É celebração com data de encerramento marcada, o que é exatamente o oposto do que a maioria das bandas da geração faz quando volta. Paula Toller sempre foi cuidadosa sobre reuniões, rebatendo comparações com turnês nostálgicas de colegas e defendendo que o fim do grupo foi natural. Voltar agora, no meio da saturação de revivals oitentistas, com formato limitado e produção de arena, é um posicionamento deliberado de quem não quer ser confundido com moda.