Como nós fizemos na coluna anterior, estamos dando sequência à série sobre personalidades sexuais. Hoje nós vamos falar sobre o…
Desapaixonado: Vê o sexo mais como uma obrigação ou rotina do que como uma fonte de prazer.
Para ele, o sexo deixou de ser um território de descoberta e passou a ocupar o lugar de uma tarefa a ser cumprida — às vezes até marcada na agenda, como qualquer outro compromisso. Não há necessariamente ausência de desejo físico, mas falta o componente que dá cor à intimidade: a entrega, a curiosidade, a vontade de estar ali.
É comum que o Desapaixonado tenha construído essa postura ao longo do tempo. Relações longas que esfriaram, rotinas exaustivas, acúmulo de frustrações ou até uma educação que tratou o sexo como algo mecânico podem ter contribuído. Em alguns casos, ele nem percebe que se tornou assim — apenas repete o script porque “é o que se espera”.
O problema é que essa postura costuma ter efeitos colaterais. O parceiro ou parceira sente a falta de presença, de envolvimento, de desejo genuíno. A relação pode entrar em um ciclo de cobrança, culpa e afastamento. E o próprio Desapaixonado, muitas vezes, sente um vazio que não sabe nomear.
Vale destacar: não se trata de julgar. Cada pessoa tem seu ritmo, sua história e suas razões. Mas reconhecer esse padrão é o primeiro passo para decidir se ele é confortável — ou se é hora de reacender algo que ficou adormecido.
Na próxima coluna, vamos falar sobre outro perfil que costuma aparecer nesse mesmo cenário: o Tímido.