domingo, 15 de março de 2026
Pelé no trono: a resposta brasileira à lista europeia dos maiores da história
14/03/2026

Quatro anos atrás, a revista britânica FourFourTwo colocou o Rei Pelé apenas em 4º lugar no ranking dos melhores

Listas dos maiores jogadores de todos os tempos são parte do folclore permanente do futebol. Elas mudam de tempos em tempos, reacendem velhas discussões e, quase sempre, revelam mais sobre quem as faz do que sobre os próprios jogadores.

Em 2022, a tradicional revista britânica FourFourTwo publicou o seu ranking dos maiores da história do futebol. A lista provocou debate imediato ao colocar Lionel Messi em primeiro lugar e relegar Pelé apenas à quarta posição, atrás também de Diego Maradona e Cristiano Ronaldo.

Quatro anos depois, veio a resposta brasileira.

Na edição de março, a revista Placar divulgou o seu próprio ranking histórico e recolocou Pelé exatamente onde a maioria dos brasileiros acredita que ele sempre esteve: no topo absoluto do futebol mundial.

As capas das duas revistas

Curiosamente, há muito mais semelhanças do que diferenças entre as duas listas. O grupo de nomes que forma o chamado “olimpo do futebol” é praticamente o mesmo. Messi, Maradona, Cristiano Ronaldo, Cruyff, Zidane, Beckenbauer e outros gigantes aparecem em ambas as seleções.

O que muda é a hierarquia.

Compare as listas

A lista europeia privilegia números recentes, longevidade em ligas de alto nível e o impacto do futebol contemporâneo, dominado pelas competições do continente. Dentro dessa lógica, Messi acaba naturalmente elevado ao primeiro lugar.

A visão brasileira segue outro critério. Para a Placar, a discussão sobre quem foi o maior de todos não pode ignorar o impacto histórico de Pelé no próprio desenvolvimento do futebol.

Mais do que os mais de mil gols marcados ao longo da carreira, pesa o fato de o brasileiro ter sido três vezes campeão do mundo e ter redefinido o papel do jogador ofensivo em campo numa época em que os craques recebiam muito menos proteção das regras e enfrentavam condições técnicas bem mais precárias.

Pelé não foi apenas o melhor de sua geração. Foi o jogador que transformou o futebol em espetáculo global.

Nesse sentido, a lista da Placar funciona quase como uma réplica tardia à provocação europeia de 2022. Não se trata de negar o talento extraordinário de Messi — talvez o maior jogador do século XXI —, mas de recolocar a discussão em perspectiva histórica.

Para os europeus, Messi pode ser o maior.

Para o Brasil, o trono do futebol continua ocupado.

E, ao que tudo indica, continuará sendo difícil desalojar o Rei.

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