segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Onde os rios começam: histórias ancestrais sobre sexo e criação
08/02/2026

Nas antigas margens do Nilo, há mais de 4.600 anos, os egípcios já entendiam algo fundamental: a vida vem do prazer. Segundo um dos mitos mais antigos que conhecemos, o deus-sol Atum, em um ato de autocriação, se masturbou nas águas primordiais — e dessa ejaculação divina nasceu o rio Nilo, fonte de toda a fertilidade e sustento do Egito.

Pouco depois, na Mesopotâmia, outra civilização contava uma história parecida: era o sêmen de um deus que enchia de vida os rios Tigre e Eufrates, transformando terras áridas em berços de civilização.

O que essas narrativas milenares nos revelam? Que nossos ancestrais viam a sexualidade não como tabu, mas como força criadora — literalmente. Enquanto hoje ainda discutimos se masturbação é “certa” ou “errada”, há 4.600 anos ela aparecia como ato sagrado de criação do mundo.

Essas mitologias nos lembram que a sexualidade sempre esteve no centro da experiência humana, da espiritualidade e até da explicação do cosmos. Se os deuses podiam criar rios inteiros a partir do prazer, que poder criador não residiria em nós, meros mortais?

Talvez fosse tempo de recuperarmos um pouco dessa visão ancestral: menos vergonha, mais reverência pelo poder criativo que mora em nossos corpos. Afinal, se até os deuses não tinham pudores em falar de prazer, por que nós haveríamos de ter?

Na próxima vez que você olhar para um rio — ou para si mesmo —, lembre-se: na imaginação humana, a vida sempre brotou do que há de mais natural em nós.

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Sem Vergonha
Sem Vergonha

Essa não é uma coluna pornográfica – longe disso. O casal João e Maria vai falar falar sobre sexo com respeito, leveza e sem rodeios, abordando os temas que fazem parte da vida de todas as pessoas, casais, homens e mulheres. Escreva pra nós: redacao@onorteonline.com