Eu havia me preparado para falar hoje do início do Campeonato Brasileiro A1, mas com a convocação de Luana Bertolucci ontem, 12 de fevereiro de 26, para os amistosos que serão disputados, precisei mudar o plano: depois falarei do campeonato e, da lista de convocadas. Hoje, porém, é importante destacar que essa convocação é o reconhecimento de uma trajetória de superação, e de conquistas também fora do campo.
Luana Bertolucci foi diagnosticada com um linfoma de Hodgkin, que é um câncer que ataca o sistema linfático. Desta forma, a jogadora precisou se afastar dos gramados para cuidar de sua saúde e realizar o tratamento, e assim passou longos 18 meses sem poder atuar.
Luana já tinha uma carreira sólida, construída com trabalho e regularidade, quando veio o diagnóstico de câncer. Para ela, creio que provavelmente foi como deve ser para qualquer pessoa, um choque, uma notícia dura de aceitar e ainda mais difícil de enfrentar. Mesmo assim, ela atravessou esse período com coragem, fez o tratamento e conseguiu superar, talvez usando o que o esporte ensina a enfrentar os adversários de frente.
E esse regresso, agora à seleção, não é só “voltar a jogar”: é voltar a competir em alto nível, como sempre fez ao lidar com adversidades dentro de campo.
Desta maneira, seja com a camisa do Orlando, seja com a Seleção Brasileira, Luana mostrou que sabe resistir, ajustar rotas e seguir em frente, agora com uma vitória que vai muito além do futebol.
No futebol, números e taças contam; histórias, às vezes, contam mais. E a de Luana lembra que o esporte pode ser competição, mas também pode ser recomeço.