terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Mudança na presidência do clube, incerteza no feminino
17/01/2026

Sempre que existe uma troca na presidência de um clube, seja numa estrutura tradicional, os clubes associativos, ou numa SAF, o futebol feminino daquela instituição entra automaticamente em estado de alerta. Diferente do masculino, cuja existência e investimento são inquestionáveis, o feminino ainda depende, em grande parte, da vontade política de quem assume o poder.

No futebol masculino, os objetivos são claros: manter-se competitivo, buscar títulos ou, ao menos, vagas em competições internacionais. No feminino, por outro lado, tudo pode mudar, deixando de ser buscar títulos, com a redução imediata de investimentos, ou até mesmo ser encerrado, de acordo com a visão do novo dirigente.

Mesmo nas SAFs, que em teoria oferecem mais estabilidade por não haver eleições entre sócios, a saída de um CEO ou presidente pode gerar cortes, reestruturações ou até abandono do projeto feminino.

Isto acontece, pois o feminino ainda é visto por alguns clubes/SAfs, como uma mera obrigação que precisa ser cumprida para que a equipe masculina possa participar de competições, como, por exemplo, o Campeonato Brasileiro da Série “A”, não como um departamento estatutário do clube.

Esta coluna não fala de um clube específico, mas de uma realidade partilhada por muitos. Ainda que existam exceções, a regra é clara: cada mudança no topo da pirâmide de comando é um teste à continuidade e valorização do futebol feminino

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