
O passado está cobrando a conta de dois gigantes do futebol europeu. O Manchester City foi considerado culpado de infrações financeiras no processo da Premier League, envolvendo expedientes para inflar receitas e reduzir custos declarados. O clube nega irregularidades e pode recorrer. Ainda não perdeu a Champions nem recebeu punição esportiva, mas enfrenta a possibilidade de sanções severas.
O Barcelona, por sua vez, continua sob investigação da UEFA pelos pagamentos a José María Enríquez Negreira, então vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Federação Espanhola de Futebol. O Real Madrid entregou novos documentos ao organismo europeu, aumentando a pressão por uma conclusão. Se ficar comprovado o envolvimento do clube em atividades destinadas a influenciar resultados, o regulamento prevê exclusão da competição por uma temporada.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de Efraim Filho (PL) para suspender a divulgação da pesquisa Quaest contratada pela TV Cabo Branco. Com a decisão do desembargador Aluizio Bezerra Filho, o levantamento segue previsto para este sábado (3), véspera da eleição.
São casos diferentes, conduzidos por instituições diferentes, mas a cobrança é a mesma: dinheiro, prestígio e camisa pesada não podem comprar imunidade. Ainda é cedo para decretar que “a justiça tarda, mas não falha”. Para isso, as apurações precisam chegar ao fim e as irregularidades comprovadas ter consequências.
Para o Brasil, fica o exemplo que precisamos cobrar: investigar com rigor e punir sem escolher o tamanho do escudo. O crime só deixará de compensar no futebol quando a vantagem obtida pela fraude custar mais caro do que respeitar as regras.