O Corinthians anunciou ontem, 20 de fevereiro, após o empate por 2 a 2 com o Fluminense na Neo Química Arena, pela 2ª rodada do Brasileirão 2026, a saída do treinador Lucas Piccinato e de parte de sua comissão técnica.
A decisão veio na madrugada de sexta para sábado, e não envolveu apenas o técnico: também deixaram o clube o auxiliar Breno Basso, o preparador de goleiras Francisco Rodrigues e o preparador físico Luiz Guilherme Gonçalves.
Eu não conheço os bastidores dessa troca e isso muda o peso desta observação, sobre o ocorrido que segue o mesmo padrão do masculino, de trocar o comandante, quando parece que as coisas não, estão indo bem, sem dar a oportunidade deste tentar ajustar o time.
Se a motivação foram os recentes resultados negativos, fica complicado entender por que a mudança não aconteceu logo após a final da Supercopa, perdida nos pênaltis para o Palmeiras.
Se o motivo foi um problema de gestão interna, conhecido como “perdeu o vestiário”, então a ruptura não poderia ocorrer logo no início do Brasileirão, pois o desgaste não teria começado apenas nesta semana.
Ou ainda o fato do empate ter sido em sua arena principal, com transmissão para todo o Brasil, agravando um descontentamento da torcida, com a pessoa dele, que já vinha sendo sentido.
O ponto é que trocar de treinador tão cedo no Brasileirão tem custo esportivo, além do financeiro.
Ao mesmo tempo, há um detalhe importante no calendário: a mudança acontece às vésperas de uma pausa de três semanas por causa da Data FIFA. Isso poderia ser uma janela rara para reorganizar trabalho, recuperar ambiente e redefinir ideias sem a pressão de jogos constantes.
Agora, antes de correr atrás de “um nome”, a direção precisa escolher um projeto, perfil de liderança, modelo de jogo, capacidade real de gestão de elenco. E deveria usar o scout também para isso, não só para mapear jogadoras, mas para mapear o treinador.
Os telefones dos dirigentes já começaram a tocar com ofertas do Brasil e de fora. A pergunta é simples: o Corinthians vai contratar por impulso para dar uma resposta à torcida ou por convicção?
Vamos esperar e ver se virá um nome que estava sem emprego, ou se teremos a chegada de um nome que estava no comando de algum clube.