O futebol feminino brasileiro começa 2026 com movimentações intensas no mercado: clubes se reforçando, peças sendo repostas e nomes de peso trocando de camisa, seja rumo ao exterior ou retornando de passagens internacionais. Nesse cenário, uma pergunta inevitável surge: veremos mais uma conquista brasileira na Libertadores Feminina?
Desde a criação da competição sul-americana em 2009, o domínio do Brasil é evidente. Até a edição de 2025, foram disputadas 17 edições e os clubes brasileiros conquistaram 14 títulos. O Corinthians lidera com folga, com seis taças, seguido por São José-SP (3), Santos (2), Ferroviária (2) e Palmeiras (1). Apenas três clubes estrangeiros conseguiram furar essa hegemonia: Colo-Colo (CHI), Sportivo Limpeño(PAR) e Atlético Huila (COL).
Esse sucesso brasileiro nasce de fatores que vão além do talento em campo: estrutura, investimento contínuo, visão institucional e um calendário competitivo que fortalece as equipes. Somado a isso, a Libertadores passou a gerar impacto esportivo e financeiro, tornando-se um objetivo estratégico dos clubes. Sim, o feminino também é fonte de receita e projeção de marca.
Por isso, é possível acreditar que há grande chance da Taça Libertadores permanecer com um clube brasileiro em 2026. Os clubes brasileiros não apenas sabem competir, sabem vencer a Libertadores.
Falta ainda aprender a capitalizar essas conquistas, transformando títulos em novos patrocinadores, receitas e fortalecimento institucional. O dia em que o futebol feminino deixar de ser visto como algo apartado do masculino, porque não é, será um marco. No fim, quem ganha títulos é a instituição, independentemente do gênero da equipe.
Com mais investimento, projeção e entendimento de mercado, surgirão novos patrocinadores e o ciclo de conquistas brasileiras na Libertadores poderá se manter por muito tempo.