sexta-feira, 17 de abril de 2026
Farol Digital aposta no Turismo para impulsionar novos negócios
17/04/2026

O segmento do Turismo tem elevado a Paraíba em um dos maiores patamares quando abordamos as questões das atividades econômicas. A consolidação do Polo Turístico do Cabo Branco, em João Pessoa, representa um complexo hoteleiro e de entretenime.nto que contará com 11 equipamentos hoteleiros e resorts, três parques temáticos, com a instalação de montanha-russa, roda-gigante e piscinas com ondas, que demanda uma oferta de cerca de 20 mil novos empregos. O investimento gira em torno de R$ 3 bilhões apenas da iniciativa privada.

Essas referências, porém, se somam a todo o processo de desenvolvimento da economia paraibana, como afirmou Juliana Nóbrega, executiva da JN Consultoria de Negócios, integrante do Farol Digital da Paraíba. Juliana participou na manhã desta sexta-feira (17), de uma sessão da diretoria do Conselho Regional de Economia da Paraíba, na Capital paraibana, oportunidade em que o presidente Werton Oliveira, fez uma prestação de contas dos 100 dias de seu mandato, quando destacou a criação de comissões, aumento no número de associados, reuniões itinerantes da entidade, a interiorização administra e ampliação de espaços para atuação das economistas mulheres.

Ao Turismo em Foco, Juliana Nóbrega afirmou que o Farol Digital não foco apenas no Turismo, mas “em todos os setores produtivos do Estado”. Conforme disse, “as pessoas confundem inovação com tecnologia e nem toda inovação é tecnologia e nem toda tecnologia é uma inovação. A inovação pode vir através de processos, através de produtos novos, serviços novos. Então, quando nós trabalhamos a partir da inovação, por meio do Farol Digital, nós envolvemos todos os setores da economia, não só o Turismo”, pontuou.

Em seguida, a empresária afirmou que o Farol Digital está dando destaque ao Turismo tendo em vista o momento ao qual João Pessoa está passando. “Está se atraindo muitos investidores por meio do Turismo, mas que vai desaguar em outras áreas dos setores da economia. É aproveitar esse momento para que a gente possa levar novos negócios, não só para João Pessoa, mas também para o interior da Paraíba. É muito importante essa aproximação com o Farol Digital e a economia, que traz esses dados do mercado é possível fazer esse movimento.”

O Farol Digital paraibano está no Top 3 entre os ecossistemas de inovação do país, reconhecimento conferido e organizado pela Confederação Nacional da Indústria, em parceria com o Sebrae, que premia as iniciativas não só de ecossistemas, mas também empresas privadas. Estão nesse ranking a Estação 43, de Londrina (PR), e o Ecossistema de Inovação de Florianópolis (SC). 

“Nós nos classificamos como ecossistemas, que é a união de pessoas, empresas, universidades, entidades públicas e privadas, organizações da sociedade civil para um único objetivo, inovação, tecnologia, negócios e empreendedorismo. E a ideia de um ecossistema é conectar os atores e seus equipamentos, as iniciativas que esses atores promovem para iniciar novos negócios. Então, quando a gente consegue fazer esse movimento, está se transformando em um ecossistema. É um reconhecimento que nem nós, que estamos aqui internamente trabalhando, conseguíamos enxergar essa dimensão, de uma pessoa, uma entidade de fora, conseguiu enxergar”.

Durante o evento, Juliana Nóbrega enfatizou também a necessidade de uma maior participação dos economistas nas discussões de projetos no âmbito legislativa, na nascente da criação de leis. Na opinião dele, “sem dúvidas, uma legislação não pode ser promulgada sem haver um criterioso e responsável trabalho realizado por um economista, porque, será o economista que vai trazer o retrato real do mercado e o impacto daquela legislação a longo prazo” disse.

Juliana Nóbrega enfatizou também, que o brasileiro, “por falta de conhecimento, tem dificuldade de analisar determinadas legislações a longo prazo, apenas a curto prazo. Então, eu não posso ter uma legislação promulgada, que vai tratar apenas uma ferida pontual, eu preciso que essa legislação tenha um impacto de longo prazo, porque senão daqui a 10 anos acontecerá o que vem ocorrendo com a ‘pejotização’ que, em 2017, com a reforma trabalhista, foi amplamente defendida e que hoje estamos vendo um Judiciário abarrotado de processos para discutir relações trabalhistas irregulares.”

“É muito importante que a legislação tenha esse estudo prévio, realizado por economistas, e também que seja ouvida a sociedade para entender o que ela espera e o que gostaria que tivesse nessa legislação para ter mais segurança jurídica e, claro, desenvolver novos negócios, porque, são os negócios que movimentam a economia e que impactam no desenvolvimento regional na cidade e no Estado”.

canal whatsapp banner

Compartilhe: