O Corinthians virou a página e modo bem rápido, ao anunciar, ontem, 24 de fevereiro de 2026, Emily Lima como sua nova treinadora para o futebol feminino, encerrando o ciclo de Lucas Piccinato, desligado logo no início do Brasileirão, após o empate com o Fluminense, na noite de sexta-feira, 20 de fevereiro.
A escolha não é “aposta” nem sequer pode ser vista como nome trazido apenas para engajamento nas rede social.
Emily tem um ótimo currículo: já comandou a Seleção Brasileira (2016/2017), conhece ambiente de alta cobrança e, mais recentemente, passou pelo Levante, na Espanha. Experiências que costuma refinar repertório de ideias, gestão de elenco e leitura de jogo.
O Corinthians não trocaria o comando das Brabas para “testar”: troca para tentar voltar a vencer competições, teve três vice-campeonatos na sequência, não apenas jogos.
Emily tem pouco tempo para implantar o seu conceito de jogo, tentar ajustar a dinâmica coletiva e entregar resultados imediatos. Pois em clube grande, a prancheta é só metade do trabalho; a outra metade é administrar expectativa e ruído externo, a cobrança da torcida que vem acontecendo no feminino cada vez mais, sem perder o vestiário.
Para a torcida, o “serviço” é simples: vencer já nas próximas rodadas do Brasileirão. Se isso aparecer cedo, a mudança já começa a fazer sentido, se não, as cobranças continuam a acontecer.