Daudeth Bandeira, neto do astro Galdino, pegou o grande Riacho da Boa Vista e voltou ao seio materno, no céu da eterna glória.
Fomos colegas de faculdade, na escola de Direito da UFPB e fizemos juntos a defesa, em um caso, no júri simulado – em que absolvemos o réu, em poesia.
Nossos encontros, bissextos, eram sobre Jatobá e o Riacho da Boa Vista, sítio onde ele nasceu, e que dava caminho para o meu Riachão de Sá Mariinha.
Como eu sei da eternidade dos poetas, se eu me inspirar por algum verso, terá sido ele a própria inspiração.
Viajando pelos céus com a verdade
Onde os anjos lhes esperam em alegria.
Poetas se transformam em poesia
Quando fingem morrer à eternidade.
Meu conterrâneo Daudeth
voltou ao seio divino.
Do Riacho da Boa Vista,
que lhe viu desde menino,
levou a poesia pura
com que bebeu o destino.
Sendo neto de Galdino,
irmão de Pedro, de João,
Daudeth chegou aos céus
sem pecado; com perdão,
porque poeta é um ser
que se faz em coração.

