Dizem que o Banco Master resolveu inovar no conceito de garantia: em vez de bens palpáveis, botou na mesa a fotografia de uns coqueiros em Mata de São João. Coqueiros, aliás, muito elegantes — inclinados como quem sabe que está participando de uma operação milionária.
O BRB, diante da proposta, talvez tenha pensado: “Se balançam ao vento, é porque têm liquidez.” E assim, entre a brisa do litoral baiano e a engenharia financeira de gabinete, R$ 192 milhões ganharam sombra e água fresca.
No Brasil, o dinheiro às vezes vira fumaça. Outras vezes, vira paisagem. E há casos mais sofisticados: vira wallpaper de coqueiro, com garantia de sol pleno e risco de chuva passageira.
No fim, resta a dúvida: se o negócio naufragar, executa-se a dívida ou a maré?
