quarta-feira, 25 de março de 2026
Copa 2027: e seu legado
25/03/2026

Vêm avançando os preparativos para a Copa do Mundo de futebol feminino de 2027, especialmente na esfera governamental, com uma série de reuniões e articulações envolvendo diferentes áreas da administração pública, estados, municípios e entidades ligadas ao esporte. A ideia é estruturar não apenas a realização da competição, mas principalmente o que ficará depois dela, para o esporte e o povo brasileiro.

E há um ponto positivo desde já: ao que parece não se pretende repetir o modelo de 2014. A prioridade não está em realizar grandes obras ou em estruturas físicas que possam se tornar subutilizadas após o evento, como foi o caso de alguns dos estádios da Copa Masculina que estão com pouco uso. A mudança de direção é clara, passando a visar o esporte.

O que se projeta agora é um legado voltado ao próprio desenvolvimento do futebol feminino, que precisa deixar de ser visto como algo que serve apenas para dar condições de jogo para equipes masculinas. Fala-se em ampliar o acesso ao esporte, fortalecer a base, melhorar a gestão, aumentar a presença de mulheres em cargos de decisão e, principalmente, avançar na garantia de direitos e condições de trabalho para as atletas, que são profissionais e precisam dos direitos inerentes a todos os empregados.

Também há uma preocupação em criar ambientes mais seguros para mulheres no esporte e em pensar políticas que acompanhem a carreira das atletas, inclusive no momento pós-competição.

Esse caminho é mais coerente com a realidade do futebol feminino no Brasil. Mas o desafio permanece o mesmo: transformar planejamento em prática. Porque legado não é promessa, é resultado concreto.

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Higor Maffei Bellini é advogado, radicado em São Paulo, defensor dos direitos das atletas do futebol feminino em todo o Brasil.