Conectividade, parceria e planejamento. Na tarde desta sexta-feira (13), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, executivos das companhias aéreas Gol, American Airines e TAP Air Portugal e do RioGaleão, concessionária que administra o Aeroporto do Galeão, participaram do painel “O impacto real da aviação no turismo, o futuro do setor e os planos para o Brasil”, que integra a grade de programação do Turismall, evento inédito multiplataforma que acontece até este sábado (14).
Leandro Dantas, diretor comercial do RioGaleão, abriu o debate reportando um tema que se tornou polêmico no Rio de Janeiro, que precisava tornar o aeroporto internacional mais movimentado, porém, sem reduzir o número de voos no Aeroporto Santos Dumont. Ele enfatizou que, com uma política pública bem planejada, é plenamente possível que dois equipamentos possam co-existir em uma mesma cidade. Danta citou exemplo de Dallas, nos Estados Unidos, que soube administrar o potencial de seus dois maiores aeroportos.
Os números foram os argumentos de Dantas. Em 2025, conforme dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Embratur e RioGaleão, houve uma alta de 15% na movimentação de passageiros, em relação a 2024, contra elevação de 8% registrado no Brasil no setor doméstico. No internacional, a diferença foi ainda maior, com 22% contra 14%. Somando os dois portões, no Rio de Janeiro o crescimento foi de 175, contra 10% nacional. “Os números confirmam que o Rio de Janeiro é a porta de entrada dos turistas estrangeiros”, reforçou.
Carlos Antunes, diretor nas Américas da TAP Portugal, por outro lado, revelou que a companhia aérea portuguesa, que opera no Brasil há 60 anos, tem apostado no Brasil tornando, de certa foram, o Nordeste como o portão de entrada de seus passageiros vindos da Europa. Dos 15 aeroportos aos quais a companhia operada, cinco estão no Nordeste (Salvador, Maceió, Recife, Natal e Fortaleza). No início de outubro deste ano, a TAP começará operar em São Luis (MA).
Em 2025, a companhia transportou 2,17 milhões de passageiros em seus mais de 100 voos semanais no Brasil, sendo a maior malha aérea internacional no país. Antunes disse que dos voos entre o Brasil e Portugal 60% das passagens são compradas por brasileiros e 50% por meio das agências de viagem. Nesse parêntese, o executivo afirmou que é preciso promover o Brasil na Europa, selar parcerias estratégicas e trabalhar com a Embratur para apresentar o que o país tem de diferencial.
Alexandre Cavalcanti, da American Airlines, diretor para os mercados da Flórida, Caribe e América do Sul, pontuou que, no mercado brasileiro, a companhia celebra a parceria com a Gol Linhas Aéreas que permite que seus passageiros tenham um leque maior de destinos e serviços. A companhia americana conta com 31 destinos por meio de codeshare com a Gol. Nas Américas opera em 97 aeroportos, 21 destinos nos Estados Unidos, 41 países e 328 voos diários. Cavalcanti citou que, com a limitação de aeronaves, as companhias aéreas podem escolher em vão voar, limitando, de tabela, a oferta de potenciais destinos.
Matheus Pangelupi, vice-presidente comercial da GOL Linhas Aéreas, celebrou a maior alta temporada da história da companhia aérea com 65 mil voos operados no período, com 12 milhões de assentos ofertados. No ano, a Gol registrou uma média de 700 voos diários, transportando uma média de 100 mil passageiros por dia. No último verão, houve um aumento de 12% de oferta internacional conectando o Brasil, Américas e Europa.
A Gol anunciou no dia seis de março planos para fortalecer o aeroporto como hub internacional, ampliando a oferta de voos para o exterior. A partir de julho, a companhia pretende iniciar três voos semanais para Nova York, com chegada ao John F. Kennedy International Airport. Também há perspectiva de abertura de novas rotas para Lisboa, Orlando e Paris.
