A mídia norte-americana, liderada por nomes como The New York Times e The Washington Post, abandonou o caderno de esportes para tratar a Copa de 2026 como um caso de segurança nacional e falência diplomática. O anúncio oficial da retirada do Irã, feito hoje (11 de março de 2026) pelo Ministro Ahmad Donyamali, é visto pelos analistas dos EUA não apenas como uma vaga vazia, mas como o golpe de misericórdia na legitimidade do torneio.
É impossível não concordar com o diagnóstico dos principais editoriais: como celebrar o futebol em um país que, nas palavras do próprio presidente Donald Trump ao Politico, trata um dos competidores como uma “nação derrotada” e “sem fôlego”?
O que a imprensa americana ressalta, e nós endossamos, é que a pergunta “Será que vai ter Copa?” deixou de ser pessimismo para se tornar realismo puro. Com a morte do Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei em ataques recentes, o clima de retaliação transforma qualquer sede nos EUA em um alvo em potencial.
Analistas da CNN e do The Athletic apontam que o boicote iraniano é o pavio de um efeito dominó: se nações aliadas no Oriente Médio seguirem o exemplo, ou se a segurança cibernética e física não for garantida, a FIFA terá em mãos um evento fantasma. A visão da mídia americana é clara: a Copa de 2026 está na UTI, sitiada por uma política externa que atropelou o campo de jogo e transformou o que seria uma festa no maior pesadelo logístico e político do século.