O crescimento de realização de corridas de rua em João Pessoa está chegando a seu limite máximo. O reflexo direto no aumento de competições extrapolou o calendário das provas e, conforme o presidente da Federação Paraibana de Atletismo, Raony Pessoa Gondim, não há mais datas nos finais de semana (sábado e domingo) para encaixar novas provas. “O calendário está recheado, tanto em João Pessoa, como na Paraíba, não temos mais datas para corridas em 2026. Estamos com mais de uma corrida nos finais de semana”, afirmou.
Uma das alternativas para entidades ou pessoas que pretendam realizar uma corrida de rua ainda em 2026, seria promovê-la em algum feriado ou durante a semana. Essa segunda opção, como alertou o dirigente da Federação, teria um combo de dificuldade, a partir da questão da mobilidade urbana. “Para a mobilidade urbana uma corrida no dia de semana é muito difícilb, porque o trânsito é muito intenso e ainda existem questões ligadas aos procedimentos da Semom – Superintendência de Mobilidade Urbana, como escala de pessoal, por exemplo.”
Raony Pessoa afirmou que outra opção seria a realização das corridas em cidades próximas de João Pessoa, a exemplo de Santa Rita, Bayeux e até mesmo o Conde, na Região Metropolitana.
O dirigente alertou, por outro lado, que não é simples organizar uma corrida de rua e é necessário seguir uma série de protocolos, a começar da contratação de uma empresa especializada, que há muitas em João Pessoa. A empresa contratada entra em contato com a Federação de Atletismo para alinhar a competição a partir da escolha da data. Geralmente, essa corrida acontece de um ano para o outro. Esse prazo, conforme Raony Pessoa, tem sido a tônica, mas não impede que, dependendo de agendamentos, ela aconteça antes.
Raony Pessoa fez outro alerta. Qualquer corrida de rua no mundo precisa ter o “permit”, que é a autorização oficial que valida e legaliza uma corrida de rua no Brasil, garantindo critérios rigorosos de segurança, estrutura e arbitragem. Organizar ou participar de um evento sem esse documento é considerado ilegal de acordo com a Lei Geral do Esporte e o Código de Trânsito Brasileiro.
Fábio Cardoso – Foto: TF
