Ceilândia, Distrito Federal, completa nesta sexta-feira, 27, 55 anos. Ceilândia nasceu da necessidade, erguida com mãos calejadas e coragem nordestina. Foi chão de poeira, de barraco, de resistência — mas também de sonho. Ali, o povo que veio de longe trouxe mais do que malas: trouxe fé, cultura e teimosia de viver.
Entre feiras, forrós e vielas cheias de histórias, a cidade cresceu com o sotaque do Nordeste e o ritmo do Brasil profundo. Cada esquina guarda uma batalha vencida, cada casa é um pedaço de dignidade conquistada.
Ceilândia não pede licença: afirma-se. É gigante não só em tamanho, mas na bravura de sua gente, que transforma dificuldade em força e faz da própria vida um ato de resistência.
