O período de Carnaval costuma estar associado ao aumento do consumo de álcool, estimulantes e outras substâncias químicas, muitas vezes em contextos de privação de sono, desidratação e esforço físico prolongado. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o uso abusivo de álcool está associado a mais de 200 condições de saúde, incluindo alterações neurológicas agudas e crônicas. No Brasil, levantamentos do Ministério da Saúde mostram crescimento nas internações relacionadas ao uso de substâncias psicoativas, especialmente em períodos de festas e grandes eventos.
Além do álcool, o uso de drogas estimulantes e substâncias sintéticas tem sido associado a crises convulsivas, alterações cognitivas transitórias, distúrbios do sono e desregulação do sistema nervoso central, segundo pesquisas publicadas em revistas médicas internacionais. Relatórios do setor de saúde apontam que a combinação entre substâncias químicas, calor intenso e desidratação potencializa riscos neurológicos, inclusive em pessoas sem histórico prévio de doenças neurológicas.
Para comentar esse cenário, a Dra. Kamylla Thiago de Almeida, neurofisiologista e integrante da ICTAL, pode abordar temas como:
- Como o uso de álcool e outras substâncias químicas pode afetar o funcionamento do sistema nervoso central
- De que forma estimulantes e drogas sintéticas podem desencadear crises neurológicas agudas
- Os impactos da privação de sono e da desidratação sobre a atividade cerebral durante períodos festivos
- O papel da prevenção e da informação na redução de riscos neurológicos no Carnaval
- Quais os efeitos do uso repetido de substâncias químicas na saúde neurológica a médio e longo prazo
- Como identificar sinais de alerta neurológicos que exigem atenção médica imediata