terça-feira, 7 de abril de 2026
Botafogo e CSA já se enfrentaram em todas as series 
30/07/2025

Quando Botafogo e CSA adentrarem o gramado do Estádio Rei Pelé, no próximo sábado, estarão fazendo o jogo de número 41 entre essas tradicionais equipes do nordeste.

O primeiro confronto foi em Maceió, em maio de 1953, quando o Botafogo derrotou o CSA por 4×1 em excursão àquela cidade. De lá pra cá foi uma sequencia de “perde-e-ganha”, numa disputa muito acirrada, com 16 vitórias para o Botafogo, 13 para o CSA e 11 empates.

Esse clássico nordestino já foi realizado pelo Campeonato Brasileiro das séries A, B, C e D, pela Copa do Nordeste, pelo Torneio PB/AL e pelo Torneio José Américo de Almeida Filho (protótipio da Copa do Nordeste), afora os amistosos. Convém salientar que Botafogo e CSA disputaram a Série B, em 1972, formada só por times do Nordeste, sem ser classificatória para a Série A, não havia acesso. 

Um dos jogos inesquecíveis na história do nosso querido Clube aconteceu no Estádio Rei Pelé, em Maceió, numa tarde de domingo, em 10 de outubro de 1976, pela Série A – 1a Divisão – do Campeonato Brasileiro, quando o Botafogo derrotou o CSA por 5×3. Eu estava lá.

O Botafogo era presidido por José Flavio Pinheiro de Lima. Seu técnico era o velho e competente Pedrinho Rodrigues. Zé Flavio manteve a base de 1975, com Salvino, João Carlos, Celso, Evandro, Fantick, Baltazar e Kalu, e trouxe alguns jogadores que tinham estourado idade nos juniors do São Paulo, como Vinicius, Zé Luiz, Roberto Viana, Lucas e Mauro Madureira, além de ter trazido Reinaldo, do Fortaleza. Formou um grande time.

Pois bem, o primeiro tempo terminou 1×1, com Reinaldo abrindo o placar aos 30 minutos e Oliveira empatando aos 32. No segundo tempo o Belo foi contundente. Reinaldo marcou aos 10 e aos 16, e Kalu marcou aos 24, deixando o placar de 4×1, quase definindo nossa vitória. O CSA diminuiu para 4×2 com gol de João Carlos aos 34. O Botafogo ampliou para 5×2 com um golaço de Kalu aos 36. E o CSA diminiu para 5×3 com um gol de Valdeci aos 45, marcando o último gol do jogo. Foi uma vitória exuberante. 

O último gol de Kalu foi de grande beleza. O meia Botafoguense driblou dois adversários, em velocidade. Ficou frente à frente com o goleiro Ernani e demorou a chutar. Pensei que ele iria perder o gol. Que nada. Fez que ia chutar à esquerda do goleiro que abriu a perna direita para evitar a bola passar. E Kalu jogou por baixo de sua pernas, num golaço sensacional. Humilhante.

*Pra cima deles, Belo!*

Veja, na planilha anexa, a discriminação de jogos e vitórias de cada time, por competição.

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