Nos Jardins, em São Paulo, onde o silêncio custa mais caro que um rim, bilionários travam batalhas homéricas para ver quem ostenta a cafonice mais cara do quarteirão.
Um derruba a mansão inteira fingindo que é reforma; o outro, banqueiro sensível, reclama das rachaduras na parede como quem lamenta a quebra do mercado financeiro.
No meio, a influencer desfila 43 tipos de pedra, parecendo anunciar promoção de marmoraria. É Versace pra lá, betoneira pra cá — e o bairro tombado assistindo, atônito, ao espetáculo da riqueza sem noção, onde o dinheiro é muito e o bom gosto, coitado, foi demolido junto com a fachada.
