terça-feira, 20 de janeiro de 2026
As marcas começam a descobrir a força do futebol feminino
10/01/2026

Por muitos anos, o futebol feminino foi tratado como um complemento do futebol masculino, um produto menor ou, no máximo, um símbolo de responsabilidade social. Recentemente, passou a ser visto como uma “obrigação regulatória”. Esse cenário, porém, vem mudando de forma acelerada, e as grandes marcas globais já entenderam o que está acontecendo: o futebol feminino deixou de ser margem e virou ativo estratégico.

A campanha da Vodafone com Alexia Putellas é um exemplo desse novo movimento.

A operadora lançou na Espanha uma campanha nacional centrada na camisa 11 do Barcelona, com o slogan “Las reglas están para cargárselas” e vinculada ao lançamento de um novo pacote convergente de fibra, 5G e TV. Ou seja, o feminino foi colocado no centro da estratégia comercial, com investimento em mídia, narrativa e performance, e não apenas como ação institucional.

O futebol feminino dialoga com valores contemporâneos como diversidade, superação e protagonismo. Seu público é jovem, digital e culturalmente ativo, o que atrai tecnologia, telecom, moda e lifestyle. Atletas como Alexia Putellas se tornam mais que jogadoras: são comunicadoras, influenciadoras e símbolos geracionais.

Quem ainda enxerga o feminino como “menor” está atrasado. Há consumo, storytelling e relevância cultural sendo construídos agora. Quando marcas de peso colocam estrelas do futebol feminino à frente de campanhas comerciais, estão sinalizando uma mudança estrutural.

Espero que aqui no Brasil essa visão de usar as jogadoras como garotas propagandas, de novos e importantes produtos chegue em breve, pois aqui as jogadoras também precisam ser reconhecidas, também fora dos gramados. O feminino não é futuro, é presente

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